domingo, 8 de maio de 2016
Homenagem a Creusa Gobi
Mãe... Que palavras poderiam descrevê-las? Tu ensinas o mundo com seu amor incondicional, que rompe paradigmas, barreiras, cor da pele, religião... Mas porque somos tão austeros e não aprendemos com vocês, mães? Será que a liturgia social não deixa espaço para que possamos olhar a singela beleza oculta na simplicidade de amar? Minha querida mãezinha, Dona Creusa Gobi... Nos trilhos do destino encontrei pedras, dores e felicidades as vezes, mas a lembrança do teu sorriso e carinho afagando os meus cabelos desgrenhados pelos ventos quando eu era criança, me faz muita falta, porque tive que crescer?... Quando recebia os títulos de imortalidade pelas mais diversas academias de letras do país, quando era ovacionado pelas platéias desconhecidas, a tua imagem formava a minha volta, e tu mãe, ainda que distante estava muito presente, pois eu te via nos sorrisos, nas aplausos e felicitações... Quando as incertezas cruzavam os meus caminhos,quando as derrotas, decepções, frustrações e falta de público evidenciavam as minhas misérias, então, ainda que inaudível, do picadeiro eu podia escutar naquelas bancos vazios e platéias ausentes um bater de palmas solitário que acalentava a minha alma... Sim mãe, você não estava lá em corpo, mas eu sentia a tua presença a palmear o show do palhaço solitário, então as minhas lágrimas de decepções não eram sozinhas, porque mãe... Sim, você estava lá, me ensinando que junto a cada amanhecer, vinha a necessidade da resiliência, norteando o meu eu a buscar com intrepidez a esperança que se desvencilhava a cada derrota .... Te amo minha mãe. O destino colocou distancia entre nós, mas mãe, um amor forte assim, não são os mundos, nem a morte, nem os quilômetros que nos separa, pois o destino pode distanciar os corpos, mas nunca distanciara o amor que existe entre uma mãe e um filho... Te amo e parabéns pelo seu dia! De seu filho Edson Gobi.
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